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quinta-feira, 27 de abril de 2017

# PENSAMENTO FUNDAMENTAL #

Poppies
# Ninguém avança 
sem deixar deixar, 
ao menos, 
um pouco de si 
para trás - m. peres s. 
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 
Poppies

Esboço de Sermão

Mateus 26:36-46

 

ASPECTOS DAS EXIGÊNCIAS

DO CHAMADO DE DEUS

m. Peres s.
 
 
1.     Momentos de grande tensão e dor – v. 37
 
 
 
 
2.     Momentos de necessidade da comunhão humana – v. 38
 
 
 
 
3.     Momentos de reafirmação do compromisso – v. 39
 

 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

TEXTO

VELHICE: O Que Nos Resta Agora?  –  Ne 8:1-12
m. Peres s.
 
 
Este dia é sagrado para o nosso Deus; portanto, não fiquem tristes. A alegria que o Deus Eterno dá fará que vocês fiquem fortes – Neemias 8:10.
 
A velhice prejudica a visão; mas nos ensina a enxergar bem mais longe. (citado de outra fonte por Diomar de B. V. Peres).
 
Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor – Salmo 92:14.
 
"William Briggs viveu ativamente como  cooperador do Reino de Deus. Dedicou-se de corpo e alma  ao serviço de Cristo durante quase toda a vida, ensinando uma classe da Escola Dominical. Era homem muito generoso, e prestou grandes serviços a inúmeras pessoas, anonimamente. Com a idade de 80 anos, aposentou-se. Mas ainda permaneceu ativo no trabalho do Senhor. Certa vez, um amigo perguntou-lhe como podia ele mostrar-se tão alegre, quando todos os seus contemporâneos já haviam morrido. – Ele respondeu: 'Sinto falta  deles, mas o Senhor está comigo e me conserva no seu trabalho'. A velhice diminui a atividade, mas ainda assim a parte final da vida pode ser utilizada no trabalho de Deus e do próximo" – No Cenáculo.
 
O Art. 2o do Estatuto do Idoso decretado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo Presidente da República, em 2003, diz que: O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. Tomada a Lei ao pé da letra parece que o Governo fez a sua parte na questão dos idosos. Mas, quando observamos os fatos mais de perto, a realidade é bem outra.
 
RECONHECENDO OS LIMITES PESSOAIS
 
A vida humana tem o seu ciclo que pode ser representado pelas idades: infância, adolescência, mocidade, adulta e senil. Para esta última, criou-se até um eufemismo: "a melhor idade". As Sagradas Escrituras dizem que só vivemos uns setenta anos, e os mais fortes chegam aos oitenta; mas esses anos só trazem canseira e aflições. A vida passa logo, e nós desaparecemos – Salmo 90:10 BLH. Quando Faraó perguntou a Jacó qual era  a sua idade, sua resposta trouxe a marca da amargura: Já estou com cento e trinta anos de idade e sempre tenho andado de um lado para outro. A minha vida tem passado rapidamente, e muitos anos foram difíceis. E eu não tenho  conseguido viver tanto quanto os meus antepassados , que tiveram uma vida tão dura como a que tive – Gênesis 47:8,9. Sabendo que são tão poucos os nossos dias e que muita aflição podemos passar, o melhor a fazer é solicitar de Deus  os seus santos ensinos, como fez Moisés, Salmo 90:10;  e ainda outros Salmo 16:7; 25:4; 27:11; 86:11; 119:26,33,64,66,124,135; 143:10.
 
TOMANDO POSSE DAS BENÇÃOS DA VELHICE
 
Sabemos que a velhice jamais será uma mar de rosas por suas circunstâncias óbvias; mas, também, não precisa transformar-se num desastre pessoal. Sabemos o quanto Deus nos ama e o que Ele já fez, está fazendo e fará por nós. Quando amamos ao Senhor sinceramente, o Seu socorro é uma permanente segurança e refrigério, Isaías 46:3-4.
 
     Envelhecendo com dignidade honrosa.
 
     Viver é uma arte e envelhecer com dignidade honrosa é a sua obra prima. A vida deve ser uma escola que nos prepare para esse momento. Dignidade que deve ser entendida como modo de proceder que infunde respeito, elevação moral, autoridade, gravidade, sabedoria. A Bíblia diz que Abraão morreu em ditosa velhice, Gênesis 25:8. Não precisamos passar pela velhice como um martírio que antecede à morte. Não devemos pressupor que a velhice é uma espécie de castigo a que todo ser humano está condenado. Sabemos que a morte passou a todos os homens pela desobediência de Adão; mas em Cristo temos a herança da ressurreição.
 
     Ainda em tempo de fazer algo de bom pelos outros.
 
     Velho é verdade, mas não morto. Ainda há muita coisa para fazer pelos que nos rodeiam. Isso valoriza a nossa existência, e mostra que compreendemos bem a finalidade de nossa existência. Além de ser uma excelente terapia para quem não acha mais utilidade em sua vida. Enquanto houver fôlego de vida, momento oportuno é para fazer a obra de Deus entre os homens.
 
     Deixando o exemplo aos que estão chegando.
   
 Para o cristão, toda hora, todo momento, todo lugar, toda circunstância é tempo oportuno para ensinar aqueles que não conhecem Jesus como seu Salvador pessoal. Se envelhecemos e nos tornamos ranzinzas, intolerantes, murmurantes, reclamando de tudo e de todos, o que temos a ensinar aos mais novos, aos incrédulos, aos que sofrem, aos necessitados? Nada. Mas a presença de Cristo fez-nos novas criaturas. É de maneira totalmente inédita que devemos agir em nossa velhice cristã. Se não for assim, perdemos muito tempo na igreja que em nada nos afetou. E de Cristo nada aprendemos.
 
     Curtindo a vida até quando Deus quiser.
 
     A vida é um dom de Deus por completo. Ninguém nasceu por acaso. A vida está totalmente no controle do Senhor. Então, a vida não nos pertence, é de Deus. Se somos cristãos e queremos cumprir os ditames do Senhor precisamos fazer, até mesmo os últimos minutos de nossa existência, um hino de adoração e serviço ao Senhor. Tudo aquilo que a nós o Senhor propôs, ele levará a bom termo. Devemos deixar a nossa vida sob total controle do Espírito Santo.
 
     Preparando-se para a eternidade gloriosa.
 
     Nossa passagem pela terra é a antecâmara da eternidade. Nada do que ocorreu aqui se compara com o que vamos encontrar e desfrutar lá nos céus, em nossa nova morada, que o próprio Senhor Jesus foi preparar aos Seus amados. Sabendo disso, envelhecer devia ser, antes de um momento de terror e vale de lágrimas, mas uma aproximação com o prêmio que o Senhor entregará aos Seus filhos que venceram na luta contra o mal. Talvez, por conhecermos e termos experiência só aqui na terra é que tanto nos apavora a idéia de envelhecer e consequentemente, de morrer. Mas não nos esqueçamos dos testemunhos das Sagradas Escrituras que registraram a natureza, os benefícios, e as bênçãos que encontraremos nos Céus.
    
     
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

A IMITAÇÃO DE CRISTO - Tomas A. Kempis

 
CAPÍTULO 10
Do agradecimento pela graça de Deus
1. Para que buscas repouso se nascestes para o trabalho? Dispõe-te mais à paciência que à consolação, mais para levar a cruz que para ter alegria. Quem dentre os mundanos não aceitaria de bom gosto a consolação e a alegria espiritual, se a pudesse ter sempre ao seu dispor? As consolações espirituais excedem todas as delícias do mundo e todos os deleites da carne. Pois todas as delícias do mundo ou são vãs ou torpes, e só as do espírito são suaves e honestas, nascidas que são das virtudes e infundidas por Deus nas almas puras. Mas ninguém pode lograr estas divinas consolações à medida de seu desejo, porque não cessa por muito tempo a guerra da tentação.
2. Grande obstáculo às visitas celestiais é a falsa liberdade do espírito e a demasiada confiança em si mesmo. Deus faz bem dando-nos a graça da consolação; mas o homem faz mal não retribuindo tudo a Deus, com ação de graças. E se não se nos infundem os dons da graça, é porque somos ingratos ao Autor, não atribuindo tudo à fonte original. Pois sempre Deus concede a graça a quem dignamente se mostra agradecido e tira ao soberbo o que costuma dar ao humilde.
3. Não quero consolação que me tire a compunção, nem desejo contemplação que me seduz ao desvanecimento; porque nem tudo que é sublime é santo, nem tudo que é agradável é bom, nem todo desejo é puro, nem tudo que nos deleita agrada a Deus. De boa mente aceito a graça, que me faz humilde e timorato e me dispõe
melhor para renunciar a mim mesmo. O homem instruído pela graça e experimentado com sua subtração não ousará atribuir-se bem algum, antes reconhecerá sua pobreza e nudez. Dá a Deus o que é de Deus, e atribui a ti o que é teu; isto é, dá graças a Deus pela graça, e só a ti atribui a culpa e a pena que a culpa merece.
4. Põe-te sempre no ínfimo lugar, e dar-te-ão o supremo, porque o mais alto não existe sem o apoio do inferior. Os maiores santos diante de Deus são os que se julgam menores, e quanto mais glorioso, tanto mais humildes são no seu conceito. Como estão cheios de verdade e glória celestial, não cobiçam a glória vã. Em Deus fundados e firmados, nada os pode ensoberbecer. Atribuindo a Deus todo o bem que receberam, não pretendem a glória uns dos outros; só querem a glória que procede de Deus; seu único fim, seu desejo constante é que ele seja louvado neles e em todos os santos, acima de todas as coisas.
5. Agradece, pois, os menores benefícios e maiores merecerás. Considera como muito o pouco, e o menor dom por dádiva singular. Se considerarmos a grandeza do benfeitor, não há dom pequeno ou de pouco valor; porque não pode ser pequena a dádiva que nos vem do soberano Senhor. Ainda quando nos der penas e castigos, Lho devemos agradecer, porque sempre é para nossa salvação quanto permite que nos suceda. Se desejares a graça de Deus, sê agradecido quando a recebes e paciente quando a perdes. Roga que ela volte, anda cauteloso e humilde, para não vires a perdê-la. 
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

O AMOR QUE ACENDE A LUA - Rubem Alves

Pearl Bunting
Em nome do Avô, do Neto e da Brincadeira
 
O fato é que Deus se cansou de ser Deus. Eu também me cansaria. Esse cansaço. Lembrei-me de um poema de Fernando Pessoa:
Tenho dó das estrelas
Luzindo há tanto tempo,
Há tanto tempo
Tenho dó delas.
Não haverá um cansaço
Das coisas, de todas as coisas,
Um cansaço de existir,
De ser,
Só de ser
Publicada no jornal Folha de S. Paulo.
Deus deve sentir o cansaço das estrelas. Segundo as Sagradas Escrituras o universo começou com o cansaço. Deus se cansou das coisas do jeito como tinham sido desde toda a eternidade. Se não estivesse cansado delas - tédio - não teria criado o mundo. Heine, poeta alemão, no seu poema A canção do Criador diz que Deus resolveu criar para se curar. "A doença foi a fonte do meu impulso criador", diz Deus. "Criando, convalesci, criando, fiquei sadio de novo." Mas a doença era mais grave do que se pensava. Era feitiço. Feitiço, como se sabe, é uma palavra que gruda na outra pessoa e sobre ela opera uma transformação malvada. A bruxa diz "sapo", o príncipe vira sapo. Foi isso que os homens fizeram: falaram demais sobre Deus. Grudaram nele os seus pensamentos. E ele ficou doente. As intenções eram boas. Achavam que Deus tinha de ser o máximo. Anselmo, um dos teólogos mais importantes da tradição cristã, disse que "Deus é aquilo maior do que pensar não se pode". Assim, se saber é bom, segue-se logicamente que saber muito é melhor. E saber infinitamente é divino. Deus, assim, tem de saber tudo: é onisciente. Ter poder é coisa boa: a gente anda, vê, faz amor, fala, come. O poder para fazer essas coisas dá alegria. Deus, alegria suprema por definição, tem logicamente de ter poder infinito, para estar eternamente alegre: ele é onipotente. E há o prazer da presença: a alegria de estar aqui, neste estúdio, cercado de objetos que me são caros, escrevendo. Mas, pelo fato de estar aqui, não estou nem nas montanhas nem nas praias. Minha presença aqui é a minha ausência de todos os outros lugares. Com Deus é diferente. Sua presença enche todos os espaços. Ele é onipresente.
Perfeições? Não as quereria para mim. Ficaria louco instantaneamente. Borges escreveu um conto sobre um homem de memória perfeita: Fulnes, o memorioso. A memória de Fulnes era tão perfeita que nela ficavam guardadas todas as folhas de uma árvore. Mas as folhas balançam com o vento. A memória de Fulnes registrava cada alteração. Na memória de Fulnes não havia uma árvore. Havia infinitas árvores: a das 14:30 e um segundo, a das 14:30 e dois segundos, a das 14:30 e três segundos - e assim sucessivamente, cada uma delas com um nome diferente. Tomem o Fulnes e o elevem ao infinito: assim seria uma mente onisciente - ela conheceria todos os bateres de asas de todas as abelhas, de todos os beija-flores, de todas as moscas, de todos os insetos e de todas as aves.
Conheceria todos os espermatozóides nas ejaculações de todos os bichos; todos os movimentos de fezes e urinas; todas as sementes de capim; todos os cheiros e fedores; todos os pensamentos havidos e por haver; todas as letras, em todos os livros do mundo; todas as notas em todas as partituras musicais. Pobre Deus! Não poderia descansar nem dormir. Seus olhos sem pálpebras jamais se fechariam. Não poderiam se fechar. Não poderia gozar uma canção. Para se escutar uma canção é preciso que todas as outras canções sejam silenciadas. Mas a onisciência lhe proíbe isso. E nem poderia ler um livro de Saramago: ao texto do escritor português se misturariam os textos de todos os livros já escritos e por escrever. o mesmo pode ser dito de todas as outras perfeições divinas. Eu odiaria estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Estar presente em todos os lugares é não estar presente em lugar algum. E eu odiaria ser onipotente. A onipotência me tiraria o prazer de brincar. Brincar só tem graça se houver a possibilidade do erro. Tocar piano, jogar sinuca, cozinhar, escalar montanha, rodar pião, escrever um texto: tudo ficaria sem graça porque tudo daria sempre certo, magicamente. E não há nada mais chato que isso.
Alberto Caeiro contou, num poema, que o Menino Jesus se cansou do céu e fugiu para a terra, escorregando num raio de sol. "No céu tudo é estúpido, tudo é falso, em desacordo com flores e árvores e pedras. No céu ele tinha de estar sempre sério".
Preferiu ser um menino comum, que faz as coisas que os meninos comuns fazem. Mas, para que ninguém soubesse que ele havia fugido e não se pusessem, assim, à sua procura, ele fez um milagre: montou uma farsa fez com que parecesse que ele ainda estava no céu. Fugiu, deixando lá o Deus Pai e o Espírito Santo. Alberto Caeiro é mestre em taoísmo. Mas não sabe muito as coisas da teologia. A verdade é outra. Não foi só o Menino Jesus que fugiu. Foi a Santíssima Trindade. Fugiram os três, e deixaram a farsa montada, para enganar. Fizeram isso por medo. Não de Herodes, mas dos teólogos e religiosos. Ficaram com medo de que eles começassem tudo de novo.
O Natal anuncia que Deus fugiu de ser Deus. Invejou os prazeres que os homens podiam ter e ele
não: dormir, tomar banho de cachoeira, chupar mexerica, brincar, fazer amor, ter de se esforçar por conseguir. A teologia cristã dá a isso o nome de "encarnação". O Natal é Deus dizendo que divino, mesmo, é o humano.
Agora os três andam pela terra. Não mais como Pai, Filho e Espírito Santo. Esses ficaram no céu. Andam como Avô, Neto e Brincadeira. Pai não serve. Tem de ser o avô. E por que Brincadeira, em vez de Espírito Santo? Porque o Espírito Santo, na tradição teológica ortodoxa, é o que acontece entre o Pai e o
Filho. (Só para os teólogos: é o filioque). Mas ora, o que acontece entre a primeira e a segunda pessoas da Trindade? Ora, o que acontece entre o Avô e o Neto é que eles brincam. Brincar é a mais divina de todas as atividades! Assim, em harmonia com o espírito do Natal, sugiro que a grave fórmula litúrgica "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" seja substituída pela leve (pneumática!) fórmula litúrgica
"Em nome do Avô, do Neto e da Brincadeira".
http://groups-beta.google.com/group/Viciados_em_Livros
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 
Pearl Bunting

CONFISSÕES de AGOSTINHO

  
CAPÍTULO XVIII
 
Leis gramaticais, lei de Deus
 
Mas, por que admirar-se que eu me deixasse arrastar pelas vaidades e me afastar de ti, meu Deus, se me propunham como exemplos para imitar a uns homens que se, ao contar alguma boa ação, deslizassem nalgum barbarismo ou solecismo cobriam-me de críticas e, pelo contrário, que eram elogiados por narrar suas torpezas com palavras castiças e apropriadas, de modo eloqüente e elegante, e que os inchavam de vaidade?
Tu vês, Senhor, estas coisas, e te calas compassivo, paciente, cheio de misericórdia e verdade. Mas te calarás para sempre? Arranca, pois, agora deste espantoso abismo a alma que te busca sedenta de teus deleites, e que te diz de coração: Busquei, Senhor, teu rosto; teu rosto, Senhor, buscarei ainda. Longe está de teu rosto quem anda ocupado com afetos tenebrosos, porque não é com os pés carnais, nem cobrindo distâncias que nos aproximamos ou nos afastamos de ti. Porventura aquele teu filho menor procurou cavalos, ou carros, ou naves, ou voou com asas invisíveis, ou viajou a pé para alcançar aquela região longínqua onde dissipou o que lhes havia dado, ó Pai, meigo ao lhe entregar a substância, e mais carinhoso ainda ao recebê-lo andrajoso? Assim, pois, viver nas paixões da luxúria, é o mesmo que viver em paixões tenebrosas, é viver longe de teu rosto.
Olha, meu Senhor e meu Deus, é vê paciente, como costumas ver, de que modo diligente os filhos dos homens observam as regras de ortografia recebidas dos primeiros mestres, e desprezam as leis eternas de salvação perpétua recebidas de ti; de tal modo que, se alguns dos que sabem ou ensinam as regras antigas dos sons pronunciasse a palavra homo, sem aspirar a primeira letra, desagradaria mais aos homens do que se, contra teus preceitos, odiasse a outro homem, sendo este homem.
Como se o homem pudesse ter inimigo mais pernicioso que o ódio com que se irrita contra si mesmo, ou como se pudesse causar a outrem maior dano, perseguindo-o, do que causa a seu próprio coração odiando! Com certeza, não nos é mais íntima a ciência das letras do que a consciência, que manda não fazer a outrem o que não queremos que não nos façam.
Oh! Como és misericordioso, tu, que habitando silencioso nos céus, Deus grande e único, espalhas com lei infatigável cegueiras vingadoras sobre as paixões ilícitas! Quando o homem, aspirando à fama de eloqüente, ataca a seu inimigo com ódio feroz diante do juiz, rodeado de grande multidão de homens, toma todo o cuidado para que, por um lapsus linguae, não se lhe escape um inter ominibus, sem aspirar o h, sem cuidar que com o furor de seu ódio se tire um homem de entre os homens.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

CATECISMO BATISTA -

Pergunta: 

O que se exige no quarto mandamento?

Resposta: 

O quarto mandamento exige que sejam reservados santos a Deus os tempos que Ele determinou em Sua Palavra, especialmente um dia completo dos sete, que deve ser um Sabbath santificado a Ele (Levítico 19:30). 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S.