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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

TEOLOGIA SISTEMÁTICA - Louis Berkhof

 

II. Predestinação

Passando da discussão do decreto divino à da predestinação, continuamos tratando do mesmo assunto, mas passando do geral para o particular. A Palavra "predestinação" nem sempre é utilizada no mesmo sentido. Às vezes é empregada simplesmente como sinônimo respeite a todas as Suas criaturas morais. Mais freqüentemente, porem, denota "o conselho de Deus concernente aos homens decaídos, incluindo a eleição soberana de uns e a justa reprodução dos restantes". Na presente discussão, o termo é utilizado primariamente no ultimo sentido acima, embora sem excluir totalmente o segundo sentido.

A. A Doutrina da Predestinação na História.

A predestinação não constituiu um importante assunto de discussão na história até o tempo de Agostinho. Os primeiros pais da igreja, assim chamados, aludem a ela, mas em termos que fazem pensar que não tinham ainda uma clara concepção do assunto. Em geral a consideravam como a presciência de Deus com referencia aos atos humanos, baseado na qual Ele determina o seu destino futuro. Daí, foi possível a Pelágio recorrer a alguns daqueles primeiros pais. "Segundo Pelágio",diz Wiggers, "a predeterminação da salvação ou condenação, funda-se na presciência. Conseqüentemente, ele não admitia uma 'predestinação absoluta', mas, em todos os aspectos, uma 'predestinação condicional'."[1] A princípio, o próprio Agostinho estava inclinado a esta maneira de ver, mas uma profunda reflexão sobre o caráter soberano do beneplácito de Deus levou-o a ver que a predestinação não dependia de modo algum da presciência divina das ações humanas, mas, antes, era a base da presciência de Deus. A sua apresentação da reprovação não é tão livre de ambigüidade como devia. Algumas das suas declarações fazem supor que na predestinação Deus conhece previamente o que Ele mesmo fará, conquanto também possa pré-conhecer o que Ele não fará – como no caso de todos os pecados; e fala dos eleitos como objetos da predestinação, e dos reprovados como objetos da presciência divina.[2] Contudo, noutras passagens, ele falta também dos reprovados da predestinação, de sorte que não pode haver duvidas de que ele ensinava a dupla predestinação. Entretanto, ele reconhecia a diferença que existe entre ambas, diferença que consiste em que Deus não predestinou uns para a condenação e os meios para esta do mesmo modo como predestinou outros para a salvação, e em que a predestinação para a vida é um ato puramente soberano, ao passo que a predestinação para a morte eterna é também judicial e leva em conta o pecado do homem.[3]
O conceito de Agostinho encontrou muita oposição, particularmente na França, onde os semipelagianos, embora admitindo a necessidade da graça divina para a salvação, reafirmavam a doutrina de uma predestinação baseada na presciência. E os que se incumbiam da defesa de Agostinho sentiam-se constrangidos a ceder nalguns pontos importantes. Não faziam justiça à doutrina da dupla predestinação. Somente Gottschalk e alguns dos seus amigos a sustentavam, mas a sua voz foi logo silenciada, e o semipelagianismo passou a dominar, pelo menos entre os lideres da igreja. Nos fins da Idade Media, ficou bem evidente que a Igreja Católica Romana admitiria ampla latitude quanto à doutrina da predestinação. Conquanto os seus mestres sustentassem que Deus queria a salvação de todos os homens, e não apenas dos eleitos, podiam igualmente, com Tomaz de Aquino, mover-se na direção do agostinianismo, quanto à predestinação, ou, com Molina, seguir o curso do semipelagianismo, como melhor lhes parecesse. Significa que, mesmo no caso daqueles que, como Tomaz de Aquino, criam na dupla e absoluta predestinação, esta doutrina não podia ser desenvolvida coerentemente e não podia ser posta como fator determinativo do restante da sua teologia.
Todos os reformadores do século dezesseis defenderam a mais estrita doutrina da predestinação. Esta afirmação é verdadeira mesmo quanto a Melanchton, em seu período inicial. Lutero aceitava a doutrina da predestinação, se bem que a convicção de que Deus queria que todos os homens fossem salvos o levou a enfraquecer um tanto a doutrina da predestinação nos últimos tempos da sua existência. Ela foi desaparecendo gradativamente da teologia luterana, que agora a considera, total ou parcialmente (reprovação), como condicional. Calvino sustentou firmemente a doutrina agostiniana da predestinação dupla e absoluta. Ao mesmo tempo, em sua defesa da doutrina contra Pighius, deu ênfase ao fato de que o decreto concernente à entrada do pecado do mundo foi um decreto permissivo, e que o decreto de reprovação deve ter sido elaborado de maneira que Deus não fosse o autor do pecado, nem responsável por este, de modo nenhum. As confissões reformadas (calvinistas) são notavelmente coesas na incorporação desta doutrina, conquanto não a apresentem todas com igual plenitude e precisão. Em conseqüência da investida arminiana contra a doutrina, os Cânones de Dort contem uma minuciosa exposição dela. Nas igrejas do tipo arminiano, a doutrina da predestinação foi suplantada pela doutrina da predestinação condicional.
A partir da época de Schleiermacher, a doutrina da predestinação recebeu formação inteiramente diversa. A religião foi considerada como um sentimento de dependência absoluta, um Hinneigung zum Weltall, uma consciência de completa dependência da causalidade própria da ordem natural, com suas leis invariáveis e suas causas secundárias, que predetermina todas as resoluções e ações humanas. E a predestinação foi identificada com esta predeterminação feita pela natureza ou pela conexão causal universal que há no mundo. Não há severidade exagerada na fulminante acusação feita por Otto a esse conceito: "Não pode haver um produto mais espúrio da especulação teológica do que este, nem uma falsificação mais fundamental das concepções religiosas do que esta; e certamente não é conta esse modo de ver que o racionalista se sente em antagonismo, pois ele próprio é uma peça de sólido racionalismo, mas constitui, ao mesmo tempo, um completo abandono da verdadeira idéia religiosa de 'predestinação'."[4] Na teologia modernista, a doutrina da predestinação não encontra apoio real. Ou é rejeitada ou sofre tal mudança que fica irreconhecível. G. B. Foster a rotula de determinismo; Macintosh a apresenta como uma predestinação de todos os homens a se conformarem à imagem de Jesus Cristo; e outros a reduzem a uma predestinação a certos ofícios ou privilégios.*
Em nossos dias, Barth voltou a dirigir a atenção à doutrina da predestinação, mas sua elaboração dela nem de longe se relaciona com a de Agostinho e Calvino. Com os reformadores ele sustenta que esta doutrina acentua a soberana liberdade de Deus em Sua eleição, revelação, vocação, e assim por diante.[5] Ao mesmo tempo, não vê na predestinação uma predeterminada separação feita entre os homens, e não entende a eleição como uma eleição particular, como a entendia Calvino. Dá prova disso o que ele diz na página 332 da sua Roemerbrief. Daí dizer Camfield, em seu Essay in Barthian Theology (Ensaio Sobre a Teologia Bartiana), intitulado: Revelation and the Holy Spirit (A Revelação e o Espírito Santo): [6] "É preciso salientar que a predestinação não significa a seleção de certo número de pessoas par a salvação e das restantes para a condenação, segundo a determinação de uma vontade desconhecida e incognoscível. Essa idéia não pertence à predestinação própria mente dita". A predestinação leva o homem a uma crise, no momento da revelação e da decisão. Ela o condena na relação em que, por natureza, ele se acha com Deus, como pecador, e nessa relação o rejeita, mas o escolhe na relação à qual ele é chamado em Cristo, e para a qual ele foi destinado na criação. Se o homem reage positivamente à revelação de Deus, pela fé, ele é o que Deus tencionava que fosse: um eleito; mas se reage negativamente, continua sendo um reprovado. Mas, desde que o homem está sempre em crise, o perdão incondicional e a rejeição completa continuam a aplicar-se simultaneamente a cada um. Esaú pode tornar-se Jacó, mas Jacó pode tornar a ser Esaú. Diz McConnachie: "para Barth e, como ele acredita, para Paulo, o indivíduo não é objeto de eleição ou reprovação, mas é, antes, a arena da eleição ou da reprovação. As duas decisões encontram-se dentro do mesmo indivíduo, mas, de modo tal que, visto do lado humano, o homem é sempre reprovado, mas, visto do lado divino, é sempre eleito… A base da eleição é a fé. A base da reprovação é a falta de fé. Mas, quem Crê? E quem não crê? A fé e a descrença estão fundadas em Deus. Estamos às portas do mistério".[7]


[1] Augustinism and Pelagianism, p. 252
[2] Cf. Wiggers, ibid., p. 239; Dijik, Om't Eeuwig Welbehagen, p.39,40; Polman, De Praedestinatieleer van Augustinus, Thomas van Aquino, en Calvijin, p. 149s.
[3] Cf. Dijik, ibid., p. 40; Polman, ibid., p.158
[4] The Idea of the Holy, p. 90.
* Daí a necessidade de distinguir entre predestinação missiológica (e.g., Israel nacional) e predestinação soteriológica ( Israel espiritual, i.e., todos os salvos). Nota do Tradutor.
[5] The Doctrine of the Word of God, p. 168; Roemerbrief ( 2ª ed.), p. 332.
[6] p.92
[7] The Significance of Karl Barth, p. 240, 1.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

O Catecismo de Heydelberg

 
 
77, Onde Cristo prometeu alimentar e saciar os fieis com seu corpo e seu sangue, tão certo como eles comem do pão partido e bebem do cálice?
 
R. Nas palavras da instituição da ceia, que são :"O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha" (1Coríntios 11:23-2 (6). O apóstolo Paulo já se tinha referido a esta promessa, dizendo: "Porventura o cálice da bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão" (1Coríntios 10:16,1) (7).
 
(1) Mt 26:26-28; Mc 14:22-24; Lc 22-19,20.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

A TORÁ - Gênesis

 
Gn 13:1 Subiu, pois, Abrão do Egito para o lado do sul, ele e sua mulher, e tudo o que tinha, e com ele Ló.
Gn 13:2 E era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro.
Gn 13:3 E fez as suas jornadas do sul até Betel, até ao lugar onde a princípio estivera a sua tenda, entre Betel e Ai;
Gn 13:4 Até ao lugar do altar que outrora ali tinha feito; e Abrão invocou ali o nome do SENHOR.
Gn 13:5 E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas.
Gn 13:6 E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos; porque os seus bens eram muitos; de maneira que não podiam habitar juntos.
Gn 13:7 E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os perizeus habitavam então na terra.
Gn 13:8 E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.
Gn 13:9 Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.
Gn 13:10 E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.
Gn 13:11 Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro.
Gn 13:12 Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma.
Gn 13:13 Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR.
Gn 13:14 E disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente;
Gn 13:15 Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre.
Gn 13:16 E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada.
Gn 13:17 Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei.
Gn 13:18 E Abrão mudou as suas tendas, e foi, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

O CULTO PASSO A PASSO - Rev. Ricardo Irwin

AS DIMENSÕES DO LOUVOR
 
     No culto, Deus toma a inciativa  e nós respondemos a ela. Deus toma a iniciativa vindo ao nosso encontro com as mãos completamente cheias. Ele nos oferece a Sua graça em Jesus Cristo, a Sua Palavra, as Suas promessas, a Sua disciplina, a Sua sabedoria – enfim, Deus nos oferece a Si mesmo para a nossa salvação. Nosso papel no culto consiste em dar resposta à iniciaria graciosa de Deus oferecendo-nos a nós mesmos a Ele, em adoração e em serviço obediente. Por esta razão, nosso culto começa com um ato de adoração, geralmente uma oração e um hino congregacional de louvor. Desta forma, estabelece-se o tom de doxologia que caracteriza o culto cristão como um todo, e em cada uma de suas partes – cânticos , oferta, sermão, sacramentos etc.. O que fazemos no culto tem um objetivo só: adorar a Deus. Adorar a Deus consiste em afirmar, com júbilo, o governo de Deus sobre tudo: nossa vida particular, a igreja, a Criação e toda a esfera da atividade humana (religiosa, econômica, política, cultural, etc.). E isto não significa uma mera formalidade tradicional nem um sentimento piedoso. Trata-se de afirmar uma realidade fundamental da própria vida: a  despeito das aparências, o Deus Eterno reina neste mundo. Nosso louvor reconhece Sua soberania, subvertendo as pretensões dos deuses falsos da nossa era moderna – deuses do consumismo com suas promessas vazias, o individualismo que nos isola de nosso próximo, a idéia de sucesso material às custas de outem, e muitos outros.
     Cantar o louvor a Deus denuncia como ilegítimas todas as idolatrias que escravizam pessoas e nações hoje; cumpre o primeiro mandamento: "Não terás outros desses diante de mim", e abraça a liberdade para qual Cristo nos libertou. Eis uma dimensão de nosso louvor.
 
 
 
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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QUEM É VOCE NO CORPO DE CRISTO - Lida Night

1.  Existem DONS ESPIRITUAIS permanentes e outros que são capacitações momentâneas?
 
     Dons espirituais para ministério são de caráter pessoal, fazendo parte integrante do ser daquele que nasceu de novo. São uma constante na sua vida 24 horas por dia. Este crente age e reage espontaneamente de acordo com seus dons espirituais pessoais, sejam estes identificados por ele ou não.
     Ele pode dizer humildemente, "Deus me deu o dom espiritual de REPARTIR, ou de MISERICÓRDIA, ou de EVANGELISTA." "Eu tenho tal e tal dom." Não é falta de modéstia; é humildemente reconhecer, agradecido, sua realidade no Corpo de Cristo.
     O exercício do dom espiritual pessoal está sob o controle de seu portador, e ele  é, portanto, mordomo/administrador do dom, responsável por prestar conta a Deus pelo uso dele – 1 Pedro 4:10.
     Estudiosos de dons espirituais discordam entre si a respeito dos dons mencionados  em 1 Coríntios 12:8-10.
 
 Algumas destas interpretações são resumidas a seguir:
 
1ª – "Dons do Espírito" ou "manifestações do Espírito" ou "dons espirituais" são capacitações momentâneas suprindo necessidades específicas no corpo de Cristo em dado momento. Para o bem da Igreja, o Espírito Santo se manifesta através  de qualquer irmão "batizado no Espírito". Ninguém é o detentor de um ou outro destes dons. Recomenda-se o livro "Vai, Disse-me o Espírito" de David duPlessis para uma boa exposição dessa interpretação.
 
2ª – Esses dons cessaram quando o Cânon da Bíblia foi definitivamente estabelecido. Não existem mais.
3ª – Alguns desses dons cessaram: os de milagres, de curas, de variedades de línguas, e interpretação de línguas. Os demais dons da lista continuam sendo distribuídos por Deus. Não são capacitações momentâneas.
 
4ª – Todos esses dons existem hoje: são dons pessoais para uso em qualquer hora apropriada, sob o controle de seus portadores. Não são capacitações momentâneas.
 
Obs. Num trabalho como este, não cabe tratar de discordâncias tão grandes  entre irmãos sinceros, cujo serviço a Deus é reconhecidamente abençoado por Ele.
 
2.  Quem tem dons espirituais?  1 Pedro 4:10; 1 Coríntios 12:18 e 27; Efésios 4:7.
 
Cada pessoa nascida de novo recebe dons espirituais como equipamento básico para o desempenho de seu serviço no Corpo de Cristo. "Não há gente do lado de fora... não há espectadores... Você é tão vital no organismo (o Corpo) quanto  qualquer membro do corpo humano é vital àquele corpo." – MacArthur, p.235.
 
"Não tenho dons" é uma firmação – ou queixa – do crente não esclarecido sobre o assunto. O certo é dizer: "ainda não descobri meus dons espirituais".
Dons espirituais em si não tem a ver com
a) o grau de escolaridade do  crente;
b) sua experiência; ou
c) sua espiritualidade.
O exercício de seus dons, sim, será afetado diretamente por estas coisas e por outras.
 
3.  Com que finalidade existem os dons espirituais?
 
     Existem para unir o Corpo de Cristo, sendo, talvez, a manifestação mais clara do chamado de Deus para cada um. Sãos os instrumentos dados por Deus equipando o crente para realizar bem as boas obras que Deus planejou para cada um – Efésios 2:10.
"Portadores de dons espirituais obtém resultados. Pressupor que Deus quer que sejamos bem sucedido não é contraditório à humildade cristã sincera. Quando dons espirituais estão em exercício, aquilo que deve acontecer, acontece." – Wagner, pp 126,127.
 
     Habilitam o crente para:
 
a.  Fazer a vontade pessoal e individual de Deus para ele – Efésios 2:10;
b.  Integrar-se no Corpo de Cristo e servi-lo como um bom mordomo, um "canal/portador" – 1 Pedro 4:10;
c.   Glorificar a Deus – Mateus 5:16 e 1 Pedro 4:11.
     
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

SABEDORIA PARA HOJE

A ÚLTIMA PALAVRA
m. peres s.
 
Leia: Provérbios 16:1-33
 
     O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor – Prov. 16:1.
 
     Das coisas que atormentam o coração humano, a mais perigosa é a sua sede de saber o que ocorrerá no futuro. Não é por acaso que hoje assistimos à ascensão dos tarólogos, dos numerólogos e dos que lidam com o futuro, oferecendo "respostas" às constantes dúvidas e inquietações de tantas pessoas. Ninguém pode ser bem sucedido na vida, se não planejar um mínimo do que pretende realizar. Mas a questão é: "Como saber se serei bem sucedido ou não?"
     Nosso planos precisam passar pela aprovação de Deus. Devemos orar com humildade e sinceridade pedindo que Ele nos instrua e dirija, nos abra os olhos para discernir o falso do verdadeiro, para que possamos ser guiados tão somente por seu Espírito Santo.
     Para onde estamos indo? Quais são nossos objetivos na vida? Que intenções escondemos em nossos corações? O que de fato queremos e desejamos?
     "Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito." – Provérbios 16:2.
     Quando as coisas não dão certo, antes da contrariedade ou da revolta, deveríamos perguntar: "Está o Senhor dirigindo minha vida  para rumos e experiências diferentes?" Não  poderíamos aprender com os nossos erros?
Aquietar-se e reconhecer a soberania de Deus e seu poder em transformar até mesmo o mal em bem? Deus tem sempre a última palavra, seja contra os homens; apesar dos homens ou a favor dos homens.
 
ORE: Este é mais um dia que tenho pela frente. Que eu possa reconhecer a Tua vontade em tudo o que faço. Ensina-me a ser sensível ao Teu Espírito Santo. Ajuda-me a obedecer. Em Cristo, amém.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S.