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quinta-feira, 19 de abril de 2012

PEDRO É LIVRE DA PRISÃO

 
PEDRO É LIVRE DA PRISÃO
Manoel Peres Sobrinho
 
 
     Introdução
 
     A ação de Deus se dá na história dos homens buscando salvar, socorrer e justiçar.
 
     Quanto aos que erram de forma consciente, Deus age apondo sua justiça e demonstrando que não somente é Aquele que julga, mas que também executa o seu próprio juízo;
 
     Quanto aos que estão perdidos, sem Deus no mundo, Ele age levando a benção da salvação em Cristo Jesus. Nós pregamos, mas é Ele quem dá efeito ao que fazemos;
 
     E, também, aqueles que estão em situação de desespero e iminente perigo, Ele age com seu poder para salvá-los e dar-lhes conforto quando necessário.
 
 
     I – PERSONAGENS DA HISTÓRIA –
 
          Texto a ser estudado – Atos 12: 1-19
 
1.    O rei Herodes – v. 1;
2.    O apóstolo Pedro – v. 3;
3.    Os soldados – v. 4;
4.    O anjo do Senhor – v. 7;
5.    A criada Rode – v. 13;
6.    As pessoas em oração – v. 15.
 
 
     HERODES – Agripa I, neto de Herodes o Grande, Lc 1,5, não devendo ser confundido com o Herodes Antipas dos evangelhos, que foi um dos filhos de Herodes o Grande, o qual também governou a Galiléia e a  Peréia.
     O Herodes aqui aludido era filho de  Aristóbulo e irmão de Herodias. Após a execução de seu pai, no ano 7 a. C.  ele foi levado  a Roma. Manteve íntimos contatos com a família imperial e era amigo íntimo do jovem Calígula, o qual, ao subir ao poder, deu-lhe  o título de "rei".
     Tendo obtido a Judéia e a Samaria, em adição à Galiléia e à Peréia o Herodes  aqui referido passou  a governar um território de extensão quase igual àquele governado pelo seu avô, Herodes o Grande. Procurou obter a simpatia dos judeus. E evidentemente alcançou grande êxito nessa tentativa, conforme aparece registrada em Atos 12:23, foi corretamente atribuída a um castigo divino.
     HERODES – como político cheio de astúcias, apresentava-se aos judeus como devoto adorador, e até mesmo se tornou membro do grupo ascético dos nazireus que vinham ao templo para oferecer sacrifícios, terminados o seus  votos.
     Suas perseguições contra os cristãos muito provavelmente  tinham mais razões políticas do que erma uma expressão de reais sentimentos judaicos, porque é muito duvidoso que ele era sincero.
 
     II – Um tempo de tormentas e perseguição
 
            Os cristãos tinham quatro inimigos com que se preocupar:
 
1.    Os judeus  Os cristãos eram herdeiros naturais da antipatia que os judeus nutriam por Jesus, dizendo-se Deus e igual ao Pai.
 
2.    Os romanos – Os cristãos, por não adorarem outro Senhor se não que Jesus, eram acusados de serem ateus, por não adorarem as divindades romanas e nem participarem de suas festas orgíacas.
 
3.    Os gregos – Os cristãos sofriam certa represália dos gregos por acreditarem num Deus que morre na cruz e salva o pecador. Isso é ilógico e absolutamente contra a razão, é loucura,  I Co 1:18,21,25; 2:14.
 
4.    O diabo – É evidente, o próprio diabo que usava todas essas manifestações religiosas e culturais para fundamentar sua ira contra os servos de Deus. E usava de tudo, inclusive da própria política para chegar ao seu intento.
 
     IIIDESENVOLVIMENTO DO TEXTO
 
a)   Podemos assinalar alguns quadros sendo apresentados neste texto bíblico:
 
v  Os atos de Herodes – vv. 1 – 4;
v  Pedro no cárcere – vv. 5 – 10;
v  Pedro em liberdade – vv. 11 – 12;
v  Pedro em casa de Maria – vv. 13 – 17;
v  Os soldados na prisão – v. 18;
v  Herodes – v. 19.
 
b)   Desenvolvendo os quadros:
 
-        Os Atos de Herodes – vv. 1 – 4.
                 v. 1 – maus tratos, aprisionamento, coação, desistimulação da fé, sofrimento;
                 v. 2 – A morte do apóstolo Tiago irmão de João, filho de Zebedeu, (Mateus 4:21);
                 v. 3 – Se isto agrada aos judeus, melhor é fazê-lo com alguém mais. É Pedro quem é preso agora. E na época de uma festividade religiosa.
                 v. 4 – A forma como Pedro foi preso denota a sua importância para o que Herodes tencionava.
 
-       Pedro no cárcere – vv. 5 – 10
                 v. 5 – Pedro preso, guardado no cárcere; mas a igreja lançou mão do único recurso de que possuía: oração: aqui começa a vitória do povo de Deus!
Pressão política? Advogado? Amigos de Herodes e amigos dos cristãos? Sentimentos humanitários do monarca? Ele já se atirara no caminho louco de agradar ao pouco sedento de sangue. Oração incessante.
                 Que chance tem a oração contra uma masmorra? Contra um Império inteiro?
                 v. 6 – A maneira como Pedro foi guardado, mostra a sua importância apara aquilo que Herodes queria.
                 v. 7 – Os homens podem intentar contra os filhos de Deus, mas quando ele quer agir, os eventos podem ter resultados bem diferentes:
-       a presença do anjo do Senhor;
-       a luz que ilumina a prisão fétida e escura;
-       o toque em Pedro anunciando a sua presença;
-       o despertamento de Pedro;
-       a abertura das presilhas que o prendiam.
                 v. 8 – O diálogo com o anjo denuncia a pressa do se tem que fazer. Herodes o inimigo pode chegar a qualquer momento.
                 v. 9 – Diante de tantas experiências inéditas, Pedro não sabia se era real ou se era um sonho, com uma visão.
                 v. 10 – As sentinelas pareciam entorpecidas pelo sono, e não puderam perceber o prisioneiro que fugia; ao chegarem ao último obstáculo, o portal se abriu por um milagre. Livre do perigo, Pedro é deixado pelo anjo.
 
-       Pedro em liberdade – vv. 11,12
v. 11 - Já fora da prisão, Pedro entende o que realmente havia acontecido:
a)    o envio do anjo pelo Senhor;
b)    o livramento das mãos de Herodes; e
c)    a expectativa de todo o povo judaico.
     v. 12 – Resolve ir para onde a Igreja se encontrava orando.
 
-       Pedro em casa de Maria – vv. 13 – 17
                 v. 13 – Batendo na porta foi atendido por uma criada, por nome Rode.
                 v.14 – Alegre demais pelo fato, não abriu a porta mas correu para anunciar que Pedro estava solto, ali junto ao portão.
                 v. l5 - Não acreditaram, e disseram: está louca; é o seu anjo. Por que a igreja não acreditou na informação da jovem? Não estavam orando por Pedro e em seu favor intercediam diante de Deus. Será que forma traídos por sua incredulidade?
                 v. 16 – Como Pedro insistisse em bater, abriram a porta e viram que era Pedro mesmo. E ficaram atônitos.
                  v. 17 – Contou-lhes como o Senhor o havia tirado da prisão e retirou-se para outro lugar.
 
-       Os soldados na prisão – vv. 18 – 19
                 Se alguém não tinha culpa do que havia acontecido eram os guardas que só obedeciam ordens. Mas um soldado respondia com sua vida a perda de um prisioneiro. Herodes frustrado retirou-se dali.
 
-       Lições a serem aprendidas
 
1.    Estevão não foi libertado por Deus da fúria dos judeus e o apedrejaram provocando-lhe a morte, At 7:54 e ss.
 
2.    Pedro foi libertado miraculosamente: deve haver uma razão para isto. Deus age soberanamente, conforme sua santa vontade e com propósitos que às vezes só Ele conhece.
 
3.    Rigorosamente, não há impedimentos para a ação poderosa de Deus.
 
4.    Deus faz o que aos homens é impossível, mas deixando a eles o que podem realizar. Da porta para fora as circunstâncias voltavam ao controle de Pedro.
 
5.    Há uma grande arma que o povo de Deus pode utilizar em momentos de grande aflição.
 
6.    O povo de Deus deve esperar sempre o melhor da parte de dele, quando busca a Sua face em oração.
 
 
 
    
 
 
    
    
               
    
 
Rev. Ms. Manoel Peres Sobrinho
O Senhor é o meu pastor e nada me faltará - Salmo 23:1.

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